Desde a tragédia em Realengo, no Rio de Janeiro, o Brasil vem se perguntando cada vez mais até que ponto o bullying, palavra americana incorporada no dicionário brasileiro que tem como significado a agressão física ou psicológica de uma criança por seus colegas, pode afetar o comportamento e as atitudes de um ser humano.
O bullying muitas vezes não é levado a sério por professores, diretores e familiares das vítimas que sofrem com esses ataques, justamente por acharem que são apenas brincadeiras dos colegas, mas estas poderão permanecer na memória das vítimas pelo resto da vida, e um dia a raiva desses colegas poderá crescer, um sentimento de vingança reinará e ocorrerá um crime como em Realengo.
De acordo com a ONG Plan, um em cada três estudantes brasileiros do ensino fundamental diz já ter sido agredido, seja física ou psicologicamente, por colegas da escola. Destes, os que mais persistem os ataques, são considerados bullying, que chega a uma estimativa de um entre dez estudantes. Ataques, ameaças e intimidações vêm muitas vezes através da internet, levando o problema para fora da escola. Segundo a educadora Cleo Fante, coordenadora do estudo, os números podem ser ainda maiores, já que muitos estudantes têm medo ou vergonha de revelarem que já sofreram tais agressões.
Matéria baseada na edição 2213, de 20/04/2011, da Revista Veja.
Imagens: Revista Veja.




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